segunda-feira, 22 de setembro de 2014

''O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego.


''O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego.
Sabe, nós imaginamos que o apego e o agarramento que temos em nossas relações demonstram qu
e amamos, quando na verdade, é só apego, que nos causa dor.
Porque quanto mais nos agarramos, mais temos medo de perder. E então se nós, de fato, perdermos, vamos sofrer.
O que quero dizer é que o amor genuíno é... Bem, o apego diz: “Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.”
E o amor genuíno diz: “Eu te amo, por isso quero que você seja feliz.”
“Se isso me incluir, ótimo!”
“Se não me incluir, eu só quero a sua felicidade.”
É portanto um sentimento bem diferente.
Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força.
Quanto mais agarrarmos o outro com força, mais nós sofreremos.
Porém é muito difícil para as pessoas entenderem isso, porque elas pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro.
Mas não é isso. Elas realmente estão apenas tentando prender algo porque elas têm medo de que se não for assim, elas é que acabarão se ferindo.
Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos pelo outro será certamente muito complicado.
Quero dizer que, idealmente, as pessoas deveriam se unir já se sentindo preenchidas por si mesmas e ficarem juntas apenas para apreciar isso no outro, em vez de esperar
que o outro supra essa sensação de bem estar que elas não têm sozinhas.
E isso gera muitos problemas.
E isso junto com toda a projeção que vem do romance, em que projetamos nossas ideias, ideais, desejos e fantasias românticas sobre o outro, algo que ele nunca será capaz de corresponder.
Assim que começamos a conhecê-lo, reconhecemos que o outro não é o príncipe encantado ou a Cinderela. É apenas uma pessoa comum, também lutando.
E a menos que sejamos capazes de enxergá-las, de gostar delas, e de sentir desejo por elas e também ter bondade amorosa e compaixão, será um relacionamento muito difícil.'' Essa fala é de Tenzin Palmo em um incrível vídeo de quatro minutos que o pessoal do Lugar gravou, juntamente com ele adicionamos neste post mais duas falas de dois outros incríveis mestres budistas. O post abaixo é uma verdadeira aula de amor genúino, clique abaixo e confira:


http://www.budavirtual.

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